Bandeiras Tarifárias: Como Funcionam e Quanto Custam (2026)
Atualizado em maio/2026 • 6 min de leitura
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 pela ANEEL para sinalizar ao consumidor o custo real da geração de energia no país. Funciona como um "semáforo" na sua conta de luz.
O que são bandeiras tarifárias
As bandeiras refletem o custo de geração de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN). Quando chove muito, os reservatórios ficam cheios, a geração hidrelétrica é abundante (e barata) — bandeira verde. Quando há estiagem, o sistema precisa acionar usinas termelétricas (gás, carvão, diesel), que são mais caras — bandeira sobe.
Valores atuais (2026)
Bandeira Verde
Sem acréscimo. Condições favoráveis de geração.
R$ 0,00 / 100 kWh
Bandeira Amarela
Condições menos favoráveis. Custos moderados.
R$ 1,885 / 100 kWh
Vermelha Patamar 1
Condições desfavoráveis. Custo elevado.
R$ 4,463 / 100 kWh
Vermelha Patamar 2
Condições críticas. Custo muito elevado.
R$ 7,877 / 100 kWh
Impacto na prática
Para uma família com consumo de 300 kWh/mês:
- Bandeira verde → sem acréscimo
- Bandeira amarela → +R$ 5,66/mês
- Bandeira vermelha P1 → +R$ 13,39/mês
- Bandeira vermelha P2 → +R$ 23,63/mês
Em 12 meses com bandeira vermelha P2, são R$ 283,56 extras só de bandeira — quase uma conta inteira a mais.
Histórico de bandeiras (2022-2026)
O ano de 2021 foi o pior da história recente: bandeira de "Escassez Hídrica" (R$ 14,20/100 kWh) por 5 meses consecutivos. Desde 2023, com a expansão de eólica e solar no SIN, os períodos de bandeira verde têm sido mais frequentes. Em 2025, foram 8 meses verdes.
Relação com energia solar
Quem tem energia solar está protegido das bandeiras — a geração própria não sofre acréscimo. É como ter um "seguro" contra períodos de escassez. Simule o payback solar para sua cidade.
Base legal
- Resolução Normativa ANEEL nº 547/2013 — institui o sistema de bandeiras
- Resolução Normativa ANEEL nº 1.000/2021 — consolida regras de distribuição
- Despacho ANEEL nº 401/2022 — valores vigentes das bandeiras